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Defesa de Bolsonaro pede a Moraes manutenção da prisão domiciliar humanitária

O advogado Paulo Cunha Bueno reuniu-se com o ministro Alexandre de Moraes para reforçar o pedido de manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando seu estado de saúde e esclarecendo questões sobre uma arma.

Por Redação Ponto FixoPublicado 30/06/2026 às 17h02· 2 min de leitura
Defesa de Bolsonaro pede a Moraes manutenção da prisão domiciliar humanitária
Foto: Miguel Discart / Wikimedia

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou novamente nesta terça-feira, 30, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de manutenção da prisão domiciliar humanitária. O advogado Paulo Cunha Bueno teve um encontro pessoal com o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, para apresentar novos argumentos e esclarecimentos.

Segundo informações divulgadas por Cunha Bueno em suas redes sociais, a reunião abordou principalmente a condição de saúde de Bolsonaro, que tem sido um dos pilares para a solicitação do regime domiciliar. Adicionalmente, o advogado buscou esclarecer a questão envolvendo uma arma encontrada na residência do ex-presidente, fato que gerou uma nova linha de apuração e adicionou complexidade à decisão sobre a continuidade da medida.

O advogado relatou que o ministro Moraes demonstrou atenção e preocupação com o quadro clínico de Bolsonaro. Em suas palavras, o relator “deu audição atenta aos argumentos trazidos — tanto no que tange à atual situação médica, quanto à questão referente à arma havida na residência”, e deixou “assente sua preocupação em relação à condição de saúde e aos cuidados que vêm sendo dispensados”. Para a defesa, os elementos apresentados são “relevantes e encontram-se com fundamentos bastantes para a manutenção do regime domiciliar”, justificando a custódia domiciliar excepcional pelo “cariz humanitário”.

A decisão final sobre a continuidade da prisão domiciliar está nas mãos de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do procurador-geral Paulo Gonet, já se manifestou sugerindo que o STF aguarde a conclusão da investigação sobre a apreensão da arma antes de deliberar. Gonet indicou que o episódio, isoladamente, não necessariamente configura falta grave e que uma eventual punição deveria considerar os efeitos concretos da conduta sobre o cumprimento da pena.

Este cenário sublinha a delicadeza do processo, que equilibra questões de saúde, cumprimento de medidas judiciais e a interpretação de eventuais infrações. A manutenção do regime domiciliar, ou sua revogação, terá implicações significativas para o ex-presidente e para o debate público em torno das decisões do Judiciário em casos de alta repercussão política.

O que está em jogo: A decisão do STF sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro, influenciada por seu estado de saúde e a apuração da posse de arma, definirá o regime de cumprimento de medidas cautelares para o ex-presidente e pode gerar importantes desdobramentos políticos e jurídicos.

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