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Receita Federal muda CNPJ para formato alfanumérico e evita esgotamento de combinações

A partir de julho, novos CNPJs no Brasil começarão a ser emitidos com letras e números, uma medida da Receita Federal para evitar o esgotamento das combinações disponíveis devido ao crescimento do número de empresas.

Por Redação Ponto FixoPublicado 29/06/2026 às 21h02· 2 min de leitura
Receita Federal muda CNPJ para formato alfanumérico e evita esgotamento de combinações
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal anunciou uma significativa alteração no formato do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), que passará a incluir letras e números em sua composição a partir de julho. A mudança, estabelecida pela Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024, visa principalmente combater o iminente esgotamento das combinações possíveis no modelo exclusivamente numérico, diante do acelerado crescimento no registro de novas empresas no país.

Os CNPJs já existentes não sofrerão nenhuma alteração e continuarão válidos, assim como seus respectivos dígitos verificadores. O novo formato manterá as 14 posições atuais (AA.AAA.AAA/AAAA-DV), mas as 12 primeiras, que compõem a raiz e a ordem do estabelecimento (matriz ou filial), poderão agora conter tanto letras quanto números. Os dois últimos dígitos, de verificação, permanecerão numéricos e serão calculados por um algoritmo do módulo 11, adaptado para interpretar os novos caracteres alfanuméricos.

A transição será gradual, conforme um calendário próprio a ser definido pela Receita Federal, com cada setor da economia recebendo o novo formato em etapas distintas. É importante notar que nem todos os novos CNPJs terão letras, uma vez que a atribuição de caracteres será aleatória. Os modelos numérico e alfanumérico coexistirão por tempo indeterminado, garantindo uma transição suave e sem prejuízos para as operações já estabelecidas.

A Receita Federal esclareceu que a introdução de letras não tem qualquer relação com rastreamento de movimentações financeiras ou uso de inteligência artificial. Trata-se de uma medida prática e preventiva para ampliar a capacidade de identificação de novos registros, demonstrando uma preocupação com a infraestrutura de dados governamental em face do dinamismo econômico. Essa proatividade evita um gargalo que poderia surgir no futuro próximo, caso o sistema atual chegasse ao seu limite.

Para auxiliar na adaptação, o órgão disponibilizou uma ferramenta gratuita, o Simulador Nacional de CNPJ, que permite às empresas e desenvolvedores testarem seus sistemas. Por meio dessa ferramenta, é possível gerar até mil CNPJs fictícios por usuário, facilitando a validação e ajuste dos softwares internos às novas regras. Essa medida é crucial para garantir que a mudança não gere entraves burocráticos ou técnicos para o ambiente de negócios.

O que está em jogo: A atualização do CNPJ para o formato alfanumérico é uma modernização essencial que assegura a continuidade do registro de empresas no Brasil, evitando um colapso no sistema de identificação fiscal e garantindo a capacidade de acolher o crescimento empreendedor do país.

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