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Há 50 anos, a Operação Entebbe redefiniu a autodefesa israelense em meio ao terror e antissemitismo

Em 27 de junho de 1976, o sequestro de um voo da Air France por terroristas levou Israel a uma audaciosa operação de resgate, moldando sua doutrina de segurança e autodefesa contra o terror. Cerimônias marcarão o cinquentenário do evento, em 4 de julho.

Por Redação Ponto FixoPublicado 04/07/2026 às 09h02· 3 min de leitura
Há 50 anos, a Operação Entebbe redefiniu a autodefesa israelense em meio ao terror e antissemitismo
Foto: Reprodução/IDF

Há exatos 50 anos, um episódio de terror aéreo forçou Israel a redefinir sua estratégia de segurança nacional. Em 27 de junho de 1976, o voo 139 da Air France, que partiu de Tel-Aviv com destino a Paris, foi sequestrado por terroristas de um grupo radical palestino e de extrema-esquerda alemã durante uma escala em Atenas. Entre os 248 passageiros, 106 eram judeus ou israelenses, tornando-os alvos diretos e prioritários para os sequestradores.

A aeronave foi desviada para Entebbe, Uganda, então sob o regime brutal do ditador Idi Amin Dada, um notório opositor de Israel. Os reféns foram confinados no terminal do aeroporto, sob vigilância constante, enquanto os terroristas apresentavam exigências que incluíam resgate em dinheiro e a libertação de prisioneiros em diversos países, sob ameaça de execução. O governo israelense, liderado pelo então primeiro-ministro Yitzhak Rabin, viu-se diante de uma crise que exigia uma resposta decisiva e autônoma, uma vez que a França se recusou a conduzir as negociações.

Este sequestro ocorreu apenas quatro anos após o massacre de atletas israelenses nos Jogos Olímpicos de Munique, que já havia exposto vulnerabilidades na segurança de cidadãos judeus e israelenses no exterior. Apesar das ações tomadas pela primeira-ministra Golda Meir para eliminar os terroristas de Munique, o terror continuava a ser uma ameaça premente. A Operação Entebbe, executada em 4 de julho de 1976, não foi apenas um resgate audacioso; ela consolidou uma nova abordagem na política de autodefesa de Israel, estruturando métodos de prevenção e retaliação a ataques pontuais organizados por inimigos do Estado.

As celebrações do cinquentenário da operação, que ocorrerão em 4 de julho, servirão para homenagear veteranos, vítimas e familiares, além de liberar arquivos secretos relacionados ao evento. Este aniversário ocorre em um contexto de renovadas discussões sobre o direito de Israel à autodefesa. As críticas internacionais ao país, as campanhas de deslegitimação e o ressurgimento de discursos antissemitas, muitas vezes mascarados de antissionismo, ecoam as tensões vivenciadas após os ataques de 7 de outubro, reforçando a importância histórica e contemporânea da resposta de Israel em Entebbe.

A intervenção israelense em Entebbe, sem o consentimento ou apoio das nações envolvidas no sequestro, demonstrou a disposição de Israel em proteger seus cidadãos e interesses por todos os meios necessários, mesmo em território hostil. Esta postura se tornou um pilar da doutrina de segurança do país, que desde então tem se caracterizado por uma forte capacidade de inteligência e uma prontidão para agir preventivamente ou retaliar em face de ameaças concretas.

O que está em jogo: A celebração dos 50 anos da Operação Entebbe é um lembrete contundente da persistência das ameaças terroristas e do debate em torno do direito de Israel à autodefesa, especialmente em um cenário global marcado por crescentes tensões geopolíticas e antissemitismo.

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