Nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revela que a maioria dos eleitores acredita que as investigações envolvendo o senador Jaques Wagner e o Banco Master podem impactar negativamente a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de afetar a percepção sobre o governo federal.

Uma pesquisa recente, realizada pela AtlasIntel em colaboração com a Bloomberg e divulgada nesta quinta-feira, 2, aponta um cenário desafiador para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o levantamento, a maioria dos eleitores que têm conhecimento sobre as investigações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o Banco Master acredita que o caso pode causar prejuízo à candidatura do petista.
Entre os 93,9% dos entrevistados que acompanham ou têm ciência das investigações, uma significativa parcela de 61,2% indicou que o episódio tende a impactar negativamente a campanha de Lula. Em contraste, 36,3% dos participantes não preveem efeitos eleitorais, enquanto 2,4% preferiram não se manifestar. Esse dado sublinha a potencial sensibilidade política de temas relacionados à integridade e governança, especialmente em um ano eleitoral.
A pesquisa também avaliou a percepção pública sobre a imagem do governo federal. Quase 40% (39,6%) dos entrevistados consideram que a investigação envolvendo Jaques Wagner “piora muito” a avaliação da gestão Lula, e outros 17,5% afirmam que o episódio “piora um pouco”. Em conjunto, mais da metade dos eleitores veem um impacto negativo na imagem do governo devido ao caso.
A investigação em questão refere-se à nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho, que apura um suposto esquema de fraude bancária, corrupção e lavagem de dinheiro com o Banco Master. Jaques Wagner, que foi um dos alvos da operação, deixou a liderança do governo no Senado em 24 de junho, uma movimentação que reflete a pressão sobre o parlamentar e, por extensão, sobre a base aliada do governo.
O levantamento da AtlasIntel/Bloomberg ouviu 4.999 pessoas em todo o país entre 26 e 30 de junho, com margem de erro de um ponto porcentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. Os resultados, registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026, oferecem um panorama sobre como as questões de probidade podem reverberar na opinião pública e nas expectativas eleitorais.
O que esta em jogo: As investigações envolvendo figuras políticas proeminentes e instituições financeiras podem não apenas desviar o foco da agenda governamental, mas também erodir a confiança pública, impactando diretamente a percepção sobre o governo e as perspectivas eleitorais do presidente.
Com informacoes de fonte.